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Suprema Corte mantém cidadania por nascimento nos EUA e rejeita tentativa de Trump


A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos a 3, manter o direito à cidadania americana para crianças nascidas em território americano, rejeitando a tentativa do governo Donald Trump de restringir esse direito por meio de ordem executiva.

A decisão reforça a interpretação da 14ª Emenda da Constituição, que garante cidadania à maioria dos bebês nascidos no país, independentemente do status imigratório dos pais.

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Tentativa de mudança foi barrada

O caso, conhecido como Trump v. Barbara, analisava uma ordem executiva assinada por Trump em 2025.

A medida determinava que filhos de imigrantes indocumentados ou com visto temporário deixassem de receber automaticamente a cidadania americana ao nascer.

A maioria dos ministros concluiu que a iniciativa é inconstitucional.

Precedente histórico foi reafirmado

A Suprema Corte também reforçou o precedente do caso United States v. Wong Kim Ark, de 1898, que consolidou o entendimento de que nascer em solo americano garante cidadania, salvo exceções específicas.

Entre essas exceções estão filhos de diplomatas estrangeiros.

Nada muda para famílias

Na prática, a decisão mantém as regras atuais.

Ou seja: crianças nascidas nos Estados Unidos continuam recebendo automaticamente a cidadania americana.

Derrota para política migratória de Trump

A decisão representa uma das principais derrotas judiciais da política imigratória do atual mandato de Trump e encerra, pelo menos por enquanto, uma das maiores disputas constitucionais sobre imigração nos últimos anos.