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Governo dos EUA encerra regra que exigia investigação de mortes após libertação de imigrantes pelo ICE

Governo dos EUA encerra regra que exigia investigação de mortes após libertação de imigrantes pelo ICE


O governo dos Estados Unidos anunciou uma mudança na política do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) que encerra a obrigação da agência de investigar e divulgar mortes de ex-detentos ocorridas até 30 dias após a libertação da custódia federal.

A medida revoga uma regra implementada durante o governo do ex-presidente Joe Biden, que determinava a análise e o registro de todas as mortes envolvendo pessoas recentemente liberadas pelos centros de detenção administrados pelo ICE.

Segundo informações divulgadas pela ABC News, o Departamento de Segurança Interna (DHS) justificou a mudança afirmando que, após a libertação, os indivíduos deixam de estar sob responsabilidade direta da agência. Em nota, o órgão classificou a decisão como uma medida de “bom senso”, argumentando que o ICE não possui autoridade nem obrigação de monitorar acontecimentos envolvendo ex-detentos após o encerramento de sua custódia.

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Decisão gera debate

A mudança ocorre em meio a um cenário de crescente debate sobre as condições nos centros de detenção de imigrantes nos Estados Unidos. Parlamentares, organizações de direitos civis e defensores dos imigrantes têm manifestado preocupação com o aumento do número de mortes registradas dentro das instalações administradas pelo ICE.

De acordo com dados citados pela reportagem, 49 pessoas morreram sob custódia da agência desde o início do segundo governo do presidente Donald Trump. O número tem sido utilizado por críticos para questionar as condições de detenção e a supervisão oferecida aos imigrantes mantidos nos centros federais.

Transparência sob custódia será mantida

Apesar da mudança, o Departamento de Segurança Interna afirmou que o ICE continuará divulgando informações e conduzindo investigações sobre mortes que ocorram enquanto os imigrantes estiverem sob custódia da agência.

O governo sustenta que a alteração apenas redefine os limites da responsabilidade institucional do ICE após a libertação dos detidos, sem afetar os protocolos de transparência relacionados aos casos registrados dentro das unidades de detenção.

A decisão deve continuar gerando discussões entre autoridades, grupos de defesa dos direitos dos imigrantes e organizações de fiscalização das políticas migratórias nos Estados Unidos.