A Ferrari apresentou oficialmente nesta semana o “Luce”, primeiro carro totalmente elétrico da história da marca italiana. O novo modelo foi exibido durante eventos na Itália e chegou a ser mostrado ao Pope Leo XIV e ao presidente italiano, mas acabou gerando forte debate entre críticos automotivos, investidores e internautas.
Segundo reportagem da Associated Press, o veículo possui impressionantes 1.000 cavalos de potência, acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos e conta com autonomia superior a 530 quilômetros.
O preço do modelo na Itália deve girar em torno de 500 mil euros, valor equivalente a aproximadamente R$ 3 milhões na cotação atual.
Apesar das especificações de alto desempenho, a recepção nas redes sociais e no mercado automotivo foi dividida. Muitos consumidores afirmaram que o modelo “não parece uma Ferrari”, principalmente pelo visual considerado mais alto e menos agressivo do que os tradicionais esportivos da fabricante.
Críticos apontaram que o design do “Luce” se distancia da estética esportiva e elegante que tornou a Ferrari uma das marcas mais icônicas do setor automotivo mundial.
A repercussão negativa também atingiu o mercado financeiro. As ações da Ferrari chegaram a cair 8,4% na bolsa de Milão após a apresentação do veículo, enquanto os papéis negociados nos Estados Unidos recuaram mais de 5%.
A própria montadora já revisou suas metas relacionadas à eletrificação da frota. Inicialmente, a empresa previa que 40% de seus veículos fossem totalmente elétricos até 2030, mas reduziu a projeção para 20% diante da desaceleração global na demanda por carros elétricos de luxo.
Mesmo com as críticas, especialistas avaliam que o lançamento representa um marco histórico para a indústria automotiva, já que a Ferrari passa oficialmente a disputar espaço no mercado de supercarros elétricos dominado atualmente por marcas como Tesla, Porsche e Rimac Automobili.
