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EUA revogam visto da embaixadora do Brasil em Washington e aumentam tensão diplomática


Governo americano afirma que medida é resposta ao impasse sobre a nomeação do novo embaixador dos EUA em Brasília

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (4) a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Segundo o Departamento de Estado, a decisão foi tomada em resposta à demora do governo brasileiro em conceder o agrément — autorização diplomática necessária para que um embaixador possa assumir oficialmente o cargo — ao indicado da Casa Branca para a embaixada americana em Brasília, Daniel Perez.

De acordo com o governo americano, a medida não representa a expulsão da diplomata. Maria Luiza Viotti poderá permanecer nos Estados Unidos, mas ficará sem um visto válido. Washington afirmou ainda que a decisão poderá ser revista caso o Brasil autorize a nomeação do novo embaixador.

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Impasse diplomático aumentou nos últimos dias

A tensão entre os dois países se intensificou após o Itamaraty negar vistos a dois diplomatas americanos ligados ao Departamento de Estado, medida interpretada por Washington como um sinal de resistência nas negociações diplomáticas.

Segundo autoridades americanas, representantes do governo brasileiro teriam indicado que a autorização para o novo embaixador dos Estados Unidos somente seria analisada após as eleições presidenciais brasileiras previstas para outubro.

EUA falam em reciprocidade

Em nota oficial, o Departamento de Estado afirmou que "a reciprocidade é a regra do jogo" e alertou que novas medidas poderão ser adotadas caso o impasse diplomático continue.

Nos bastidores, diplomatas brasileiros classificaram a decisão americana como uma forma de pressão diplomática e de retaliação em meio ao desgaste nas relações entre os dois governos.

Relação entre os países segue sob pressão

O episódio representa mais um capítulo no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Até o momento, não há indicação de rompimento das relações diplomáticas, mas o impasse em torno da nomeação dos embaixadores amplia a crise entre os dois países e poderá influenciar futuras negociações bilaterais.