Autoridades federais de saúde dos Estados Unidos aprovaram, na noite de quarta-feira, uma nova medicação oral para o tratamento da obesidade desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly. O medicamento, chamado orforglipron, que será comercializado sob o nome Foundayo, representa uma inovação importante ao oferecer uma alternativa em comprimido para uma classe de tratamentos até então disponível apenas por injeções.
A nova pílula é de uso diário e atua no controle do apetite ao imitar hormônios naturais do organismo responsáveis pela sensação de saciedade, mecanismo semelhante ao dos medicamentos baseados em GLP-1. Esses tratamentos têm ganhado destaque nos últimos anos por sua eficácia na perda de peso, mas sua aplicação injetável ainda era considerada um obstáculo para muitos pacientes.
Com a chegada da versão oral, especialistas apontam para uma possível ampliação no acesso ao tratamento. Isso porque o comprimido oferece mais praticidade no dia a dia, podendo ser administrado sem restrições rigorosas de horário ou alimentação, diferentemente de algumas terapias atuais.
Os resultados de estudos clínicos envolvendo milhares de pacientes indicaram uma perda média de aproximadamente 10% a 12% do peso corporal. Embora o índice seja considerado relevante, ele ainda é inferior ao observado em algumas versões injetáveis da mesma classe. Entre os efeitos colaterais mais relatados estão desconfortos gastrointestinais, e uma parcela dos participantes interrompeu o tratamento devido a esses sintomas.
A expectativa é de que o medicamento comece a ser distribuído nos Estados Unidos nos próximos dias. Para pacientes sem seguro de saúde, o custo mensal pode variar entre cerca de US$ 149 e US$ 349. Especialistas avaliam que a introdução da pílula no mercado pode não apenas facilitar o acesso ao tratamento, mas também provocar mudanças significativas no cenário global de medicamentos voltados à perda de peso.
