Tecnologia será adotada por instituições da Flórida, Geórgia e Colorado para reduzir o tempo de resposta em situações de emergência
Pelo menos nove escolas dos estados da Flórida, Geórgia e Colorado começarão a utilizar, neste ano letivo, drones equipados com spray de pimenta como parte de seus protocolos de segurança para responder a possíveis casos de atiradores ativos.
A tecnologia foi desenvolvida pela empresa Mithril Defense e tem como objetivo reduzir o tempo de resposta nos primeiros minutos de uma emergência, período considerado decisivo para salvar vidas.
Drones podem chegar ao local em cerca de 15 segundos
Os equipamentos poderão ser acionados por professores e funcionários por meio de um botão de emergência ou de um aplicativo.
Após o acionamento, os drones são controlados remotamente por operadores treinados e, segundo a empresa, conseguem chegar ao local da ocorrência em aproximadamente 15 segundos.
Equipamentos possuem spray de pimenta, sirenes e luzes de alerta
Além de lançar gel de pimenta para tentar conter o suspeito, os drones contam com outros recursos de segurança, como:
Luzes estroboscópicas;
Sirenes de alta intensidade;
Câmeras para monitoramento em tempo real;
Capacidade de quebrar janelas ou colidir contra o agressor para tentar interromper a ação até a chegada da polícia.
Segundo a fabricante, o sistema foi projetado para ganhar tempo enquanto as equipes de segurança se deslocam até o local.
Tecnologia ainda não foi utilizada em um ataque real
Apesar da expectativa em torno da novidade, os drones ainda não foram empregados em uma ocorrência real de atirador ativo.
Especialistas afirmam que a tecnologia poderá oferecer uma resposta mais rápida em situações críticas, mas ressaltam que sua eficácia ainda precisará ser comprovada na prática.
Medida divide opiniões
A adoção dos drones gerou debate entre especialistas em segurança e educação.
Defensores da iniciativa acreditam que qualquer recurso capaz de reduzir o tempo de resposta pode aumentar as chances de sobrevivência durante um ataque.
Já os críticos argumentam que os investimentos deveriam priorizar ações de prevenção à violência armada, apoio à saúde mental e fortalecimento da segurança escolar, em vez de concentrar esforços em tecnologias voltadas à resposta durante os ataques.
As primeiras escolas participantes devem iniciar o uso do sistema ao longo deste semestre letivo, enquanto outras instituições acompanham os resultados para avaliar uma possível adoção futura.
