Um brasileiro de 39 anos foi preso em Massachusetts, nos Estados Unidos, acusado de participar de um esquema de comercialização de documentos de identificação falsificados, incluindo cartões de Social Security, Green Cards e uma carteira de motorista brasileira.
O suspeito, identificado como Romulo Ferreira De Oliveira, mora na cidade de Braintree, na região metropolitana de Boston.
O caso foi divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em 15 de outubro de 2026 e envolve uma investigação federal sobre a transferência ilegal de documentos de identificação.
Segundo as autoridades americanas, o brasileiro teria vendido documentos falsificados a um informante durante uma operação realizada em julho deste ano.
Investigação identificou suposta venda de documentos falsos
De acordo com as informações apresentadas pelo Departamento de Justiça, os investigadores reuniram evidências de que De Oliveira teria comercializado diferentes tipos de documentos de identificação.
Entre os itens mencionados pelas autoridades estão cartões de Social Security, utilizados nos Estados Unidos para identificação perante órgãos governamentais e para fins trabalhistas e tributários, além de um Green Card, documento de residência permanente americana.
A investigação também identificou a suposta venda de uma carteira de motorista brasileira falsificada.
As autoridades federais afirmam que as transações ocorreram com um informante que colaborava com a investigação em julho de 2026.
O caso passou a ser conduzido no âmbito da Justiça Federal americana, responsável por analisar acusações relacionadas à produção, transferência e comercialização ilegal de documentos de identificação.
Brasileiro compareceu à Justiça Federal em Boston
Romulo Ferreira De Oliveira compareceu à Justiça Federal em Boston no dia 13 de outubro.
Ele responde a duas acusações federais relacionadas à transferência de documentos de identificação falsificados.
Conforme informado pelo Departamento de Justiça, cada acusação pode resultar em uma pena máxima de 15 anos de prisão, além da aplicação de multas previstas na legislação americana.
Isso não significa, entretanto, que o brasileiro receberá automaticamente a pena máxima caso seja condenado.
Uma eventual sentença dependerá da análise judicial, das circunstâncias do caso e das regras federais aplicáveis.
Até o momento, as informações divulgadas não indicam uma condenação.
Venda de documentos falsificados é crime federal nos Estados Unidos
A falsificação e a comercialização de documentos de identificação podem resultar em processos criminais federais nos Estados Unidos.
Documentos como cartões de Social Security e Green Cards são utilizados em procedimentos de identificação, comprovação de autorização de trabalho e verificação de situação migratória.
Por esse motivo, a circulação de versões falsificadas é tratada pelas autoridades como uma infração grave, especialmente quando envolve a transferência ou comercialização desses materiais.
As investigações federais podem envolver operações com informantes, análise de documentos e coleta de provas para identificar os responsáveis pela produção e distribuição das falsificações.
No caso de De Oliveira, as acusações estão relacionadas especificamente à suposta transferência de documentos falsos.
Acusado tem direito à presunção de inocência
O processo contra Romulo Ferreira De Oliveira ainda está em andamento.
As acusações apresentadas pelas autoridades federais representam alegações que deverão ser examinadas pela Justiça.
De acordo com o princípio da presunção de inocência, o brasileiro deve ser considerado inocente até que sua responsabilidade criminal seja comprovada judicialmente.
A investigação e os próximos procedimentos judiciais deverão determinar se existem provas suficientes para sustentar uma eventual condenação.
Documentos teriam sido vendidos em duas ocasiões
Segundo o comunicado oficial do Departamento de Justiça, a investigação aponta duas transações específicas realizadas em julho de 2026.
Em 18 de julho, o brasileiro teria vendido ao informante um cartão de residente permanente e um cartão de Social Security falsificado.
Dez dias depois, em 28 de julho, teria comercializado outros 11 cartões de Social Security falsos e uma carteira de motorista brasileira fraudulenta.
A acusação prevê, por cada crime, até 15 anos de prisão, três anos de liberdade supervisionada e multa de até US$ 250 mil. O Departamento de Justiça também informou que o acusado poderá ser deportado após cumprir uma eventual pena.
O caso foi anunciado pela Procuradoria Federal de Massachusetts, com participação do Homeland Security Investigations (HSI) e da Polícia de Braintree.
