Um brasileiro residente em Kissimmee foi condenado a 37 meses de prisão federal nos Estados Unidos após apresentar declarações fraudulentas de imposto de renda ao Internal Revenue Service, conhecido como IRS. Segundo documentos oficiais divulgados pelo governo americano, Gilmar Pereira Da Silva Jr. tentou obter mais de US$ 3,4 milhões em restituições fiscais utilizando créditos fictícios relacionados a combustível.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou que o brasileiro devolva mais de US$ 103 mil aos cofres públicos americanos. O caso foi classificado pelas autoridades como fraude fiscal intencional.
De acordo com a investigação, Gilmar teria utilizado informações falsas em declarações de imposto de renda para solicitar restituições indevidas ao governo federal. O esquema envolvia créditos tributários inexistentes, prática considerada crime federal nos Estados Unidos.
O contador Regis Bratefich, da BI Auditing, explicou que nem todo erro em declaração de imposto resulta em prisão no país. Segundo ele, processos criminais geralmente envolvem intenção comprovada de fraude e uso de documentação falsa.
Entre os exemplos citados pelo especialista estão créditos fiscais inventados, inclusão de dependentes fictícios, empresas inexistentes, formulários W-2 falsificados e tentativas de obtenção de restituições elevadas junto ao IRS.
Bratefich também alertou para os riscos enfrentados por preparadores de impostos que manipulam informações de clientes. Segundo ele, profissionais envolvidos em fraudes tributárias podem sofrer multas severas, perder o direito de atuar na área, enfrentar investigações federais e até serem condenados à prisão em casos mais graves.
O Internal Revenue Service reforçou que crimes tributários nos Estados Unidos podem gerar consequências tanto civis quanto criminais, especialmente quando há evidências de fraude deliberada contra o sistema federal de arrecadação.
