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Brasileira volta ao Brasil após mais de quatro anos presa na Tailândia
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Brasileira volta ao Brasil após mais de quatro anos presa na Tailândia

Brasileira foi presa em 2022, no aeroporto de Bangkok, e condenada por tráfico internacional de drogas. Data exata do retorno não foi divulgada.


A brasileira Mary Hellen Coelho Silva, natural de Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, está novamente no Brasil após cumprir pena por tráfico internacional de drogas na Tailândia.

A informação foi confirmada pela advogada Kaelly Cavoli Moreira, responsável pela defesa da brasileira. A data exata da chegada ao país e o local onde Mary Hellen está vivendo não foram informados.

Segundo a defesa, ela agora passa por um período de readaptação e tenta reconstruir a vida ao lado da família. Durante os anos em que permaneceu presa no exterior, Mary Hellen perdeu a mãe e o avô.

Prisão aconteceu em 2022

Mary Hellen foi presa em fevereiro de 2022, no Aeroporto Internacional de Bangkok. Autoridades tailandesas encontraram cocaína escondida em compartimentos de malas levadas por brasileiros.

As informações divulgadas na época indicavam que três viajantes transportavam aproximadamente 15,5 quilos da droga. Cerca de nove quilos foram encontrados nas bagagens relacionadas a Mary Hellen e a outro brasileiro. Um terceiro suspeito foi detido horas depois com o restante da carga.

Inicialmente, a defesa e a família afirmaram que a jovem poderia não saber da existência da droga. Durante o processo, porém, Mary Hellen declarou-se culpada perante a Justiça tailandesa. Segundo os advogados que atuavam no caso, ela admitiu ter entrado no país com a substância e afirmou ter sido utilizada como “mula” do tráfico.

Condenação foi de nove anos e seis meses

Em maio de 2022, a Justiça da Tailândia condenou Mary Hellen a nove anos e seis meses de prisão. A sentença também estabeleceu o pagamento de uma multa de 750 mil bahts, valor que correspondia a aproximadamente R$ 105 mil na cotação daquele período.

A legislação tailandesa prevê punições severas para crimes relacionados ao tráfico de drogas. O reconhecimento de culpa durante o julgamento contribuiu para que a pena aplicada fosse menor do que a punição inicialmente possível.

De acordo com a defesa, Mary Hellen cumpriu corretamente as determinações judiciais e manteve bom comportamento no sistema prisional. Esses fatores permitiram a concessão de benefícios e reduções ao longo do cumprimento da sentença.

Perdão real retirou multa

Em 2024, Mary Hellen foi beneficiada por um perdão concedido pelo rei Maha Vajiralongkorn. A decisão retirou a multa aplicada na parte civil da condenação, mas, naquele momento, não cancelou a pena de prisão.

Caso o valor não fosse pago ou perdoado, ele poderia ser convertido em mais dois anos de detenção. O benefício evitou esse acréscimo e contribuiu para reduzir o período total que a brasileira poderia permanecer presa.

A defesa informou posteriormente que outras medidas e o bom comportamento também diminuíram o tempo de cumprimento da sentença.

Defesa relatou dificuldades de comunicação

Durante a fase final do processo, os advogados afirmaram ter enfrentado dificuldades para obter informações atualizadas sobre a situação da brasileira. Em abril de 2026, a defesa declarou que o último contato direto com Mary Hellen havia ocorrido em novembro de 2025.

Naquele período, a expectativa era de que ela concluísse a pena durante o primeiro semestre de 2026. A família chegou a estudar a contratação de um advogado na Tailândia para acompanhar presencialmente os procedimentos finais.

O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanhava o caso desde 2022 por meio da Embaixada do Brasil em Bangkok. Segundo o Itamaraty, a assistência consular incluiu visitas periódicas, ajuda material quando necessária e contato com as autoridades responsáveis pelo sistema prisional.

Recomeço será preservado

A defesa não divulgou detalhes sobre a rotina atual de Mary Hellen e informou apenas que ela está ao lado da família e iniciando uma nova etapa de vida.

Também não foram informadas as condições de sua saída da Tailândia, o itinerário da viagem ou a data em que desembarcou no Brasil.

Após mais de quatro anos desde a prisão em Bangkok, o retorno encerra um caso que ganhou repercussão nacional e foi acompanhado durante todo o período por familiares, advogados e autoridades consulares brasileiras.